Produção de acerola incrementa agricultura familiar em Canindé

 


No início do mês de abril, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e vereador de Canindé, Heltin Sousa, realizou uma visita à propriedade de Adriano Maciel de Sousa, localizada no Assentamento Juá Nova Olinda, no município de Canindé. Acompanhado do jornalista Antônio Carlos Alves, Heltin conheceu um projeto inovador que tem transformado a realidade agrícola da região do Sertão.

 

PUBLICIDADE

Adriano implantou em uma área de 2 hectares cerca de 600 mudas de acerola, e espera alcançar uma produção recorde neste ano. De acordo com ele, três pés da planta frutífera podem produzir até 20 quilos do fruto. “Em 2026, pretendo colher quatro safras, com uma previsão de 1.800 quilos por colheita”, relata Adriano, ressaltando que, ao final das quatro produções, serão aproximadamente 7.200 quilos vendidos diretamente na porta do produtor.

 A comercialização se dará por meio de 800 caixas anuais, gerando uma receita estimada em R$ 40 mil reais. Para facilitar a colheita durante o período de safra, a propriedade conta com o trabalho de 12 pessoas. Entre os projetos futuros de Adriano está a construção de uma casa de polpa com câmara fria, infraestrutura que visa agregar valor ao produto e ampliar a comercialização.

Para o presidente do Sindicato, Heltin Sousa, Canindé destaca-se como um polo importante na região, onde as safras de acerola impulsionam significativamente a economia local. Ele enfatiza que o cultivo da acerola no semiárido é valorizado, desde que se faça uso eficiente da irrigação, fator essencial para o sucesso da produção.

 “A cultura da acerola é forte na agricultura familiar, especialmente em áreas dentro dos assentamentos. O clima semiárido apresenta vantagens, como a baixa incidência de pragas e doenças, contanto que haja um manejo contínuo e adequado durante todo o ciclo produtivo”, observa Heltin.

A trajetória de Adriano é um exemplo inspirador de transformação social e econômica. De empregado, ele tornou-se empregador, mostrando que a produção de acerola não apenas adoça os rendimentos do agricultor, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no Sertão Nordestino, demonstrando formas efetivas de convivência com as adversidades climáticas da região.

 

Fonte e fotos: Antônio Carlos Alves

 


Comentários