Na noite da última terça-feira, 20, faleceu o
poeta e comerciante canindeense José Natan Marreiro, aos 86 anos. Natan, que já
enfrentava problemas de saúde, deixou um legado cultural significativo em seu
município, sendo reconhecido como uma das principais figuras da poesia e da
cultura popular do Ceará.
Proprietário da tradicional Casa Marreiro, fundada por seu pai, Natan transformou este espaço em um ponto de encontro para artistas de todo o interior cearense. Era comum vê-lo, em suas horas livres, dedicando-se à escrita de poesias que inspiravam diversos repentistas e cordelistas da região.
Filho do renomado poeta e folclorista Raimundo Marreiro e de Dona Laura Marreiro, Natan herdou uma vocação inata para a poesia e pela defesa da cultura popular. Ao longo de sua vida, ele honrou a tradição familiar, convertendo qualquer ambiente em um espaço de poesia e resistência cultural.
Nesta quarta-feira, 21, familiares, amigos e entidades locais manifestaram suas condolências em nota de pesar. O escritor Nathan Marreiro Neto, neto de Natan, expressou sua dor em sua rede social: “É com tristeza que comunico o falecimento do meu avô, o poeta canindeense José Natan Marreiro. Vô Natan viveu a poesia de forma simples e verdadeira. Herdou de seu pai a tradição da palavra e seguiu este caminho escrevendo, contando histórias e mantendo viva a poesia popular no cotidiano. Seu compromisso com a cultura e com a memória do nosso povo lhe rendeu o reconhecimento como imortal da Academia Canindeense de Letras, Artes e Memória (ACLAME).”
Nathan e Natan compartilhavam uma relação estreita que transcendeu os laços familiares: “Com o tempo, deixamos de ser apenas avô e neto e nos tornamos amigos. Tive a oportunidade de conhecer o homem por inteiro, com suas qualidades e suas contradições, que faziam parte de quem ele era. Sua partida deixa saudade, mas também muitas lembranças, que seguem vivas em mim, na sua obra e na memória da nossa cidade.”
A perda de José Natan Marreiro é sentida não apenas por sua família, mas por toda a comunidade canindeense, que se despede de um dos seus maiores defensores da cultura e da poesia.

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