Deputado Júnior Mano é alvo de operação da PF


Na manhã desta terça-feira, 8 de julho, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara dos Deputados como parte de uma investigação que investiga uma suposta organização criminosa acusada de fraudes e desvios de recursos públicos no estado do Ceará. Entre os alvos da operação, encontra-se o gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE).

Conforme informações veiculadas pelo portal G1, além do gabinete, endereços associados ao parlamentar em Brasília e no Ceará também estão sendo alvo de busca, assim como propriedades de outras cinco pessoas envolvidos na investigação. O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e visa apurar o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, bem como fraudes em licitações que envolvem municípios cearenses.

Em nota oficial, a assessoria do deputado Júnior Mano declarou que ele "não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos".

As investigações apontam que o suposto grupo criminoso teria desviado valores de origem ilícita por meio de fraudes em licitações e contratos, supostamente utilizando esses recursos para financiar campanhas políticas nas eleições municipais do ano passado no Ceará. Ao todo, a PF está executando 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Gilmar Mendes do STF, abrangendo ações em Brasília e em cinco municípios cearenses: Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio.

O principal objetivo das operações, segundo a PF, é interromper a movimentação de valores suspeitos e preservar os recursos, caso seja determinada a reparação. A investigação contou com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

Reiterando sua posição, a assessoria do deputado enfatizou: "O deputado Júnior Mano não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos. Como parlamentar, o deputado não exerce qualquer função executiva ou administrativa nas prefeituras, não participa de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos. O parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, especialmente no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública."

A liderança do PSB na Câmara também se manifestou sobre o ocorrido. "A Liderança do PSB na Câmara dos Deputados tomou conhecimento hoje da operação da Polícia Federal que investiga a atuação do deputado Júnior Mano. Esperamos que todos os fatos sejam investigados e esclarecidos o mais breve possível, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa", afirmou o deputado Pedro Campos, líder do PSB na Câmara.

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