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Foto: Nilson Holanda |
O município de Canindé, no Ceará, torna-se cenário de uma produção cinematográfica com o início das gravações do curta-metragem “Tramóia”. Dirigida por Carla Di Bonito, com roteiro de Gleison Castro e produção da Boto Films e TZM, a obra terá como principal locação a Comunidade Quilombola do Benfica, na zona rural canindeense.
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Os protagonistas são interpretados pelos atores Ísis Dionísio, no papel de Filó, e Enrique Patrícius, que vive Breu. A equipe conta ainda com Thelmo Maia na direção de fotografia.
Antes mesmo de chegar aos sets, “Tramóia” já construiu uma trajetória internacional. O roteiro original foi premiado e selecionado em eventos audiovisuais realizados em diferentes países, passando pelo Toronto Talents, no Canadá; Grande Prêmio da Itália; Cannes, na França; BAFTA Summer Fest, em Londres; além de festivais no Japão e nos Emirados Árabes Unidos.
Agora, a produção entra em uma de suas etapas mais importantes: transformar em imagens uma história que nasce do sertão e carrega elementos de sua paisagem, cultura, memória e identidade.
CANINDÉ COMO CENÁRIO
A escolha da Comunidade Quilombola do Benfica como locação coloca o território canindeense no centro da narrativa. A paisagem rural, as referências culturais e a atmosfera do sertão passam a integrar a construção visual de “Tramóia”, fortalecendo a relação entre a produção audiovisual e o lugar onde a história ganha vida.
Além da dimensão artística, as filmagens promovem um intercâmbio entre profissionais do audiovisual e o território, aproximando a produção cinematográfica de comunidades locais e ampliando a visibilidade de Canindé para além de sua reconhecida vocação para o turismo religioso.
A expectativa da produção é que, após a conclusão das etapas de filmagem e pós-produção, “Tramóia” seja inscrito em importantes festivais nacionais e internacionais, entre eles eventos como o Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Cinema de Gramado, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e Cine Ceará.
Assim, uma história filmada no interior do Ceará inicia seu caminho com a expectativa de atravessar fronteiras, levando consigo imagens, referências e a identidade do Sertão de Canindé para diferentes telas e públicos.
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